Bento Gonçalves
(RS) - Os irmãos Dudu e Marcello
Ratinho Lima acabam de voltar de uma das maiores
experiências de suas vidas. Os pilotos
patrocinados pela Rinaldi representaram o Brasil
na 65ª edição do Motocross das Nações,
realizada na França, em Saint Jean d’Angely,
nos dias 17 e 18 de setembro.
Foram nove dias de
estadia na Europa. Momentos que não se resumem
a participação nas corridas, apesar de Ratinho
ter alcançado uma marca histórica para o país. A
15ª colocação do atleta na categoria MX1 é
igual a melhor marca já alcançada por um
brasileiro em MX das Nações. Somente ele e
Wellington Grarcia, representante do Brasil no
MXoN em 2007, alcançaram um resultado tão
expressivo na categoria.
Além disso, o
aprendizado adquirido pelo contato com Jacky
Vimond, primeiro piloto francês a conquistar um
título mundial (em 1986), será importante para
a sequência dos pilotos no Brasileiro de
Motocross, como os irmãos definem na entrevista
logo abaixo. Acompanhe!
Qual foi a
coisa mais importante que aconteceu nesta experiência
de Motocross das Nações?
Ratinho:
Tivemos vários momentos bons. Pessoalmente
fiquei muito contente com o meu resultado no sábado.
Me surpreendi, e surpreendi todo mundo. É uma
pena que não classificamos. Fomos sorteados
para escolher o gate por último, e isso foi um
azar que tivemos. Prejudicou muito nossa equipe,
mas faz parte. No geral a experiência foi
excelente.
Tecnicamente,
o que vocês trazem de Saint Aint d”Angely que
poderá ser utilizado nas pistas brasileiras?
Dudu:
A troca de ideias com o Jacky Vimond foi muito
importante. Ele me corrigiu em diversas coisas,
até no posicionamento, na altura do meu guidão.
Aprendi muito. A pista também nos ensinou
bastante. Como ela era bem difícil, com
canaletas bem fundas e muita pedra, diferente
das pistas brasileiras, você acaba aprendendo.
Agora cabe a nós colocar em prática tudo que
foi visto e vivido na França. Fazendo isso, o
crescimento será natural.
Ratinho:
Eu trago a garra, a força para recuperar o que
foi perdido dentro da corrida, ou num fim de
semana. No Nações, uma posição faz toda
diferença. Se você ganha um lugar, pode
classificar sua equipe. Mesmo se você leva um
tombo, tem que levantar e sair em busca de posições
outra vez. Essa lição ficou marcada: desistir
nunca mais.
Qual a
diferença em competir no MXoN em comparação
com um GP de mundial?
Ratinho:
No Nações você corre por uma equipe, e no
Mundial é só você. Se você erra numa etapa
de Mundial, é só você que sai derrotado. No
Nações não, você carrega o peso de uma
equipe, de um país. A expectativa é muito
maior, o peso é bem maior. A pressão do Nações
é incomparável.
Agora vocês
voltam ao Campeonato Brasileiro de Motocross na
briga pelo título, Dudu na MX2 e Ratinho na
MX1. Já estão recuperados da viagem? Já
voltaram aos treinos?
Dudu:
Ainda não deu nem tempo para se acostumar com a
volta ao nosso fuso horário. Não treinamos e já
estamos indo para Aracaju, para a quinta etapa.
Mas não tem desculpa, é chegar lá e dar o máximo,
tentar vencer pra seguir na briga pelo título,
tanto eu quanto o Ratinho.
A Rinaldi,
como patrocinadora oficial do Team Brasil, também
serviu a seleção com pneus. Como eles se
comportaram em Saint Jean d’Angely?
Dudu:
Usamos o modelo SR 39 na traseira e o HE 40 na
dianteira. Ambos responderam muito bem. Eu gosto
deles porque me passam segurança e tem um grip
perfeito. A pista era toda cheia de pedras, e
eles resistiram muito bem.
O Brasil
encerrou sua participação no MXoN 2011 com o
27° lugar geral. No sábado, 17, a seleção
nacional foi 21ª colocada nas baterias de
classificação, e, no domingo, 18, conquistou
a oitava posição na Final-B.
No próximo
fim de semana, 24 e 25 de setembro, Dudu e
Ratinho participam da quinta etapa do
Brasileiro de Motocross, que será em Aracaju,
Sergipe. Além deles, Pipo Castro, Duda Parise
e Kioman Munoz, representam a Rinaldi nas
pistas. Acompanhe! Prestigie!
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